Introdução
Contexto: Apresentação geral do contexto arquitetura dos sistemas e suas fases de implantação.
Tags: aquila, sistemas, rudis, magma
1. Visão Geral
Essa solução configura um ecossistema de indicadores para Business Intelligence (BI), Qualidade, Governança e Auditoria de Dados Data-Driven em tempo real, cujo objetivo central é transformar dados processuais brutos em informações precisas e estratégicas para a tomada de decisões, além de insumos para inteligênia artificial.
Adicionalmente, o Àquila, subsidiado pelos três primeiros produtos, oferece a Governança de execução, diagnóstico e estratégia do Prêmio de Qualidade CNJ em todos os Eixos, oferecendo ao gestor uma visibilidade ampla para um acompanhamento centralizado de todos os itens a serem aferidos.
1.1 Rudis
O RUDIS é o acrônimo para Real-time Unified Data Information Store (Armazenamento Unificado de Informações de Dados em Tempo Real)
1.1.1 Para que o RUDIS serve?
1.1.2 Ele serve especificamente para:
1.1.3 Como o RUDIS funciona ?
1.1.3 Como é a arquitetura do Rudis ?
O RUDIS foi projetado dentro de uma arquitetura modular e distribuída, integrando diversos componentes responsáveis pela coleta, transformação e sincronização de dados oriundos das fontes processuais do tribunal.
No núcleo, o RUDIS estabelece comunicação com:
RabbitMQ: utilizado para o gerenciamento de filas e orquestração assíncrona dos fluxos de dados.
PostgreSQL: banco de dados dedicado ao RUDIS, garantindo isolamento e confiabilidade no armazenamento das informações tratadas.
S3: suporte ao armazenamento distribuído de arquivos e objetos, permitindo escalabilidade e integração com processos de ingestão e análise.
Além disso, o RUDIS interage diretamente com um conjunto de microserviços especializados:
Extratores: responsáveis por acessar as bases processuais do tribunal (ex.: extrator-pjepg, extrator-pjesg) e também sistemas específicos, como o SEEU (extrator-seeu) ou ambientes legados (extrator-legado).
Conversores e proxies: realizam a normalização e adaptação dos dados coletados, preparando-os para integração no RUDIS. Isso inclui camadas intermediárias (conversor-proxy-pjepg, conversor-proxy-pjesg) conectadas aos conversores finais (conversor-pjepg (codex), conversor-pjesg (codex)).
Esse ecossistema garante que o RUDIS consiga:
Extrair informações diretamente dos sistemas processuais do tribunal.
Incorporar dados do SEEU a partir do ambiente do Codex CNJ.
Sincronizar registros provenientes de sistemas legados por meio do MTD.
Manter a interoperabilidade entre diferentes fontes e formatos, assegurando consistência e qualidade dos dados repassados ao CNJ.
1.2 Magma
1.2.1 Para que o MAGMA serve?
1.2.2 Suas finalidades incluem:
1.2.3 Como o MAGMA irá funcionar?
1.2.4 Como é a arquitetura do MAGMA ?
Principais Componentes Arquiteturais
Integração com Rudis e Rudis-MQ: o Magma recebe dados processuais extraídos e tratados pelo Rudis, com suporte a comunicação assíncrona via mensageria, garantindo robustez e resiliência no fluxo.
Magma-MQ: camada interna de mensageria que gerencia filas e processamentos paralelos, permitindo que os dados sejam tratados de forma desacoplada e escalável.
PostgreSQL: banco central do Magma, dedicado à persistência, modelagem e governança dos dados analíticos. É a base de apoio para a geração de indicadores em tempo real e serve de fonte para visualizações.
Power BI (não obrigatório): camada de apresentação, responsável por dashboards e relatórios dinâmicos que refletem os dados já tratados e validados, possibilitando análises gerenciais e estratégicas. Pode ser utilizado qualquer ferramenta de visualização, pois toda regra negocial dos indicadores estão persistidos no Magma.
Importação MTD: módulo que viabiliza a ingestão de dados de sistemas legados e outras fontes externas, assegurando que todo o ecossistema analítico seja abrangente e atualizado.
1.3 Kartarsis
O KATARSIS é um sistema essencial dentro do Eixo de Desenvolvimento e Automação (Eixo 04) do projeto de saneamento de dados do Tribunal.
1.3.1 O que é o Kartarsis ?
1.3.2 Para que serve o Kartarsis ?
1.3.3 Como o Kartarsis irá funcionar ?
1.3.4 Como é a arquitetura do Kartarsis ?
Principais Componentes da Arquitetura
Purificadores (PJePG, PJeSG e eProcPG): módulos responsáveis por acessar diretamente as bases processuais do tribunal. Eles aplicam regras de saneamento e identificação de inconsistências, enviando os dados tratados ao Katarsis por meio da katarsis-api.
Katarsis: núcleo central do sistema, responsável por consolidar, tratar e corrigir as informações recebidas dos purificadores. Ele integra as correções com o banco de dados relacional (PostgreSQL) e gerencia o fluxo de saneamento junto a outros módulos.
Importação via MTD: mecanismo que possibilita a ingestão de documentos e registros migrados fora do PJe/Eproc, permitindo correção, inclusão e alinhamento desses dados ao processo.
PostgreSQL: repositório dedicado, onde são armazenados o controle/auditoria dos dados saneados e retroalimentados, garantindo consistência e rastreabilidade.
Integração com Rudis: por meio da rudis-api, o Katarsis alimenta o ecossistema de governança e monitoramento de dados, enviando informações saneadas para o Rudis e, via Rudis-MQ, para as camadas de mensageria.
1.4 Aquila
1.4.1 O que é o Áquila ?
O Áquila é uma plataforma de gestão estratégica e monitoramento de indicadores de desempenho voltada ao atendimento das diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à governança interna dos tribunais. Ele se destaca como um sistema de apoio à gestão da qualidade, fornecendo mecanismos de acompanhamento, auditoria e planejamento orientados a metas.
1.4.2 Finalidade e objetivos
Gestão do Prêmio CNJ de Qualidade: permite mapear e acompanhar os itens exigidos pela premiação, associando cada indicador a artigos, incisos e eixos de governança definidos pelo CNJ.
Monitoramento de Conformidade: classifica os itens quanto ao tipo de pontuação (fixa ou gradual), forma de monitoramento (manual ou automático) e aplicabilidade, garantindo rastreabilidade dos critérios.
Diagnóstico e Auditoria: cada item pode receber diagnósticos, observações e trilhas de auditoria, assegurando que a evolução das ações esteja documentada e validada.
Plano de Ação: possibilita detalhar planos de ação vinculados a cada item, com responsáveis, prazos, cenários de pontuação (otimista, pessimista, CNJ) e recursos associados.
Gestão Colaborativa: promove o envolvimento de múltiplos perfis de usuários (gestores, técnicos, auditores), cada qual com níveis de acesso e responsabilidades específicas.
1.4.3 Principais funcionalidades
Cadastro e Filtros de Itens: pesquisa e gestão de itens vinculados a artigos, incisos e eixos (Governança, Produtividade, Transparência, Dados e Tecnologia).
Detalhamento de Item: exibição da descrição normativa, pontuação, aplicabilidade e tipo de monitoramento.
Controle Operacional: atribuição de responsáveis, substitutos e acompanhamento de períodos avaliativos.
Diagnóstico: registro de análises qualitativas e quantitativas por membros da equipe, com histórico documentado.
Planos de Ação: criação e acompanhamento de ações corretivas ou evolutivas, relacionadas diretamente a cada indicador.
Auditoria: camadas de verificação e validação para garantir integridade e consistência dos registros.
Em resumo, o Áquila atua como o núcleo de governança estratégica do tribunal, fornecendo um ambiente centralizado para:
estruturar indicadores do CNJ,
atribuir responsabilidades,
monitorar avanços,
auditar evidências, e
gerar insumos para decisões estratégicas de alta gestão.
2. Arquitetura de Implantação
Ambiente “Cloud Tribunal” (cluster Kubernetes):
EKS (ou K8s equivalente): orquestra os pods dos sistemas Áquila, Katarsis, Magma e Rudis em namespaces separados (ex.: aquila, katarsis, magma, rudis) com ConfigMaps/Secrets para parâmetros e credenciais.
Keycloak (SSO): provê identidade e acesso (OIDC/OAuth2) para os front-ends e APIs dos sistemas. Integra grupos/perfis (gestor, auditor, técnico etc.).
RabbitMQ (mensageria): filas/resiliência para ingestão e processamento assíncrono (ex.: eventos do Rudis → Magma; saneamentos do Katarsis → Rudis).
Redis (cache/locks): acelera leituras, rate-limit e job locks.
PostgreSQL (WISIA-DB): banco operacional/analítico dos sistemas (modelos normalizados, fatos/dimensões, trilhas de auditoria).
S3 (objeto): armazenamento de artefatos (evidências, anexos, snapshots de indicadores, exportações MTD, etc.).
Bases Processuais (1G/2G – PJe/eProc): fontes de verdade internas do Tribunal, acessadas de forma somente leitura por extratores/purificadores (Rudis/Katarsis).
Integrações externas:
Cloud CNJ (Codex / Sinapses): consumo e/ou envio via HTTPS (MTD/Codex APIs) para conformidade e retroalimentação.
Cloud Wisia (Container Registry): pull de imagens assinadas (supply-chain) para deploys versionados no cluster do Tribunal.
Fluxos principais (alto nível):
Extração/Normalização: Rudis lê fontes internas (bases processuais; eventualmente S3 interno) e publica eventos em RabbitMQ; grava dados tratados no PostgreSQL.
Saneamento/Correção: Katarsis consome dados, cruza com regras (CNJ/DataJud) e opera fixes; para casos migrados, processa MTD; retroalimenta Rudis e, quando aplicável, volta ao PJe por integrações controladas.
Governança/Indicadores: Magma consolida métricas em tempo real (PostgreSQL + Redis), alimenta Power BI / painéis próprios e suporta o módulo Prêmio CNJ.
Gestão Estratégica: Áquila gerencia itens, diagnósticos, planos de ação, auditoria e perfis — tudo autenticado no Keycloak e cruzado com indicadores do Magma.
CNJ: envios/consultas ao Codex/Sinapses por HTTPS (mTLS/token), sempre outbound-only a partir do cluster.
Ciclo DevOps: imagens vêm do Container Registry (Wisia Cloud) com pull secrets e image policies.
3. FAQ - Perguntas Fequentes
1) “Como os elementos se comunicam internamente e com redes externas?”
Internamente: HTTP/HTTPS (APIs entre sistemas), AMQP (RabbitMQ), TCP 5432 (PostgreSQL), TCP 6379 (Redis), todos restritos por NetworkPolicies e SSO via Keycloak.
Externamente: HTTPS 443 para CNJ (Codex/Sinapses) e para Wisia Registry (pull de imagens). As bases processuais são internas e acessadas via DB read-only ou APIs internas.
2) “Se precisa falar com elemento interno do Tribunal, como funciona? Usuário de banco de dados ou API?”
Preferência API interna (quando disponível) com OIDC (Keycloak).
Na ausência de API, usuário de banco read-only com allowlist e views dedicadas. Sem permissões DDL/DML fora do estritamente necessário.
3) “Quais as permissões mínimas?”
DB fontes: read-only por schema/tabela/view.
WISIA-DB: RW por schema do sistema, RO para BI.
RabbitMQ: vhost dedicado, publish/consume apenas nas filas do fluxo.
Redis: ACL por namespace de chaves.
S3: política por prefixo de bucket; somente o necessário.
Keycloak: scopes e roles mínimos por client.
CNJ: token/mTLS apenas para endpoints exigidos; egress 443 restrito.
Katarsis:




